História
Onde Iniciou o Acompanhamento Terapêutico?
O AT surgiu na década de 70, na Argentina, com os auxiliares psiquiátricos que foram levar alguns pacientes que estavam internados no hospital psiquiátrico para sair e quando voltaram, viram que os pacientes estavam mais calmos/tranquilos, aí os psicanalistas do hospital viram que essa “saída”, poderia ser uma forma de tratamento. Foi uma resposta às necessidades de pacientes que, após longas internações psiquiátricas, tinham dificuldades de se reintegrar à sociedade.No início esses auxiliares foram chamados de “amigos qualificados”, mas viram que o termo “amigo” não estava muito adequado, então, eles passaram a ser chamados de acompanhantes terapêuticos.A prática se difundiu rapidamente em diversos países, incluindo o Brasil, onde o AT tem se mostrado uma ferramenta eficaz no cuidado e suporte a pessoas com transtornos mentais e outras necessidades psicossociais.O AT chegou no Brasil, no final da década de 70, no Rio de Janeiro, no hospital D. Pedro e em Porto Alegre, na clínica Pinel e os profissionais viram que a técnica era eficaz mesmo.Desde sua origem, o Acompanhamento Terapêutico tem evoluído, incorporando novas práticas e abordagens, mas mantendo sempre seu foco na promoção do bem-estar e da autonomia dos indivíduos acompanhados.
Acompanhamento Terapêutico na Abordagem Clínica Psicanalítica
O que é o Acompanhamento Terapêutico (AT) na Psicanálise?
O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma modalidade de intervenção que surgiu na década de 1970, como uma prática clínica voltada para o atendimento de pacientes fora do setting tradicional, especialmente aqueles que, por diversas razões, não conseguiam se beneficiar plenamente da terapia convencional em consultório. Na abordagem psicanalítica, o AT ganhou relevância por sua capacidade de oferecer suporte a indivíduos em situações de vulnerabilidade psíquica, que necessitam de uma presença terapêutica em seu cotidiano.
Origem e Evolução na Psicanálise:
A prática do Acompanhamento Terapêutico na psicanálise tem suas raízes na necessidade de um cuidado mais próximo e contínuo para pacientes que enfrentavam dificuldades severas, como transtornos psiquiátricos graves, psicose, ou situações de isolamento social. Inicialmente, o AT foi desenvolvido dentro das instituições psiquiátricas como uma forma de auxiliar na reintegração social de pacientes. Com o tempo, essa prática se expandiu para outros contextos, como o acompanhamento em domicílio, em espaços públicos, ou em ambientes comunitários.
Principais Conceitos:
Dentro da psicanálise, o AT é visto como uma extensão do espaço terapêutico, onde o terapeuta acompanha o paciente em seu ambiente natural, possibilitando uma análise mais profunda e contextualizada de seus comportamentos, relações e conflitos internos. Alguns dos principais conceitos envolvidos incluem:
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Transferência e Contratransferência: Assim como na terapia tradicional, o AT envolve uma relação transferencial, onde os sentimentos e expectativas do paciente em relação ao terapeuta são projetados e trabalhados. A contratransferência, por sua vez, é a resposta emocional do terapeuta, que também deve ser analisada para compreender melhor a dinâmica relacional.
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Continente Contido: O AT oferece um espaço de contenção emocional, onde o paciente pode expressar livremente suas angústias e dificuldades, sabendo que será compreendido e acolhido sem julgamento.
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Intervenção no Cotidiano: O terapeuta tem a oportunidade de intervir em situações reais e cotidianas, ajudando o paciente a lidar com suas ansiedades e a encontrar novas formas de agir no mundo.
A Quem se Destina?
O Acompanhamento Terapêutico na abordagem psicanalítica é indicado para pessoas que enfrentam dificuldades significativas em suas vidas e que não conseguem manter um vínculo terapêutico estável em um setting tradicional. Entre os principais destinatários estão:
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Pacientes com transtornos mentais graves, como psicose, esquizofrenia, ou depressão profunda.
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Indivíduos em processo de reintegração social, que precisam de apoio para retomar suas atividades cotidianas.
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Pessoas que passam por crises existenciais ou momentos de transição importantes, como luto, separação ou desemprego.
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Pacientes que, por questões de mobilidade ou isolamento, não conseguem frequentar regularmente o consultório terapêutico.
Vantagens do Acompanhamento Terapêutico
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Flexibilidade: O AT pode ocorrer em diversos ambientes, o que permite uma adaptação às necessidades específicas do paciente.
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Proximidade com a Realidade: O terapeuta tem acesso direto ao ambiente do paciente, o que proporciona uma compreensão mais ampla e profunda de suas dificuldades.
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Continuidade do Tratamento: O AT permite uma continuidade do cuidado terapêutico, mesmo em situações em que o paciente não pode comparecer ao consultório.
Conclusão
O Acompanhamento Terapêutico na abordagem psicanalítica é uma prática valiosa para pacientes que necessitam de um suporte mais intensivo e personalizado em seu dia a dia. Ao integrar-se ao cotidiano do paciente, o terapeuta tem a oportunidade de intervir diretamente nas situações que geram sofrimento psíquico, promovendo a ressignificação de experiências e o fortalecimento do sujeito em sua capacidade de lidar com os desafios da vida.O Acompanhamento Terapêutico na abordagem psicanalítica e analítica, são as abordagens que eu utilizo com os meus pacientes.O AT pode ser realizado individualmente ou em grupo.Se você está precisando dessa ajuda especializada, ou conhece quem precisa, entre em contato conosco!
Taís Elene Junqueira Neme
Psicóloga/ Acompanhante Terapêutica
CRP 06/69826
